GRIPE
A gripe é uma doença infecciosa aguda, de origem viral, extremamente contagiosa, atingindo cerca de 600 milhões de pessoas, anualmente.
A Influenza, como é chamada em todo o mundo, é uma infecção das vias respiratórias superiores, caracterizada por uma afecção catarral intensa que, se não convenientemente tratada, pode causar várias complicações entre as quais podemos relacionar as bronquites, pneumonias, sinusites e otites. Os quadros mais complicados podem ser encontrados com maior freqüência entre crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas, tais como diabetes, cardiopatia, asma e AIDS.
Quando uma pessoa espirra ou tosse ela espalha os vírus no ar, meio pelo qual os mesmos serão inalados por quem esteja próximo, transmitindo-se a doença por via aérea. Sendo assim, torna-se fácil compreender a maior facilidade de contágio em períodos mais frios do ano, quando as pessoas tendem a permanecer mais dentro de casa e em recintos fechados.
Uma vez adquirida a patologia, os vírus invadem as células do aparelho respiratório, multiplicam-se e determinam as alterações responsáveis pelo quadro clínico gripal, em prazo de, aproximadamente, 24 horas após o contato infectante.
IDENTIFICAÇÃO DA DOENÇA
É muito comum confundir quadros gripais com outros relacionados ao resfriado comum, ao período inicial de uma série de outras viroses ou mesmo com a episódios de rinite alérgica. Tratam-se, contudo, de patologias absolutamente distintas, a começar pelos seus respectivos agentes causadores.
Os resfriados são, na maioria das vezes, provocados por uma família de vírus chamados Rhinovirus, manifestando-se através de um conjunto de sintomas que incluem coriza, nariz entupido, dor de garganta, tosse irritativa, febre baixa ou ausente, dores musculares, cansaço e fraqueza leves, com duração de poucos dias (de 4 a 7). Já no caso da gripe, esta se deve ao contato com o vírus da Influenza, sendo caracterizada por uma sintomatologia muito mais intensa que se estende por até duas semanas, com quadro caracterizado por de febre alta (> 38ºC ), dores musculares, cansaço severo, fraqueza importante, forte dor de cabeça, tosse seca (podendo se tornar catarral), e perda de apetite.
TRATAMENTO
Na verdade, não existe um tratamento específico para as gripes e resfriados. A conduta mais comum é a de realizar uma abordagem sintomática da doença por meio de medicamentos que servem para amenizar o quadro clínico.
Normalmente, espera-se que a cura ocorra através das defesas do próprio organismo de cada indivíduo.
Vale destacar, inclusive, que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, desde fevereiro de 2003, a retirada do mercado de produtos de uso injetável para o combate à gripe.
É importante também ressaltar que as drogas do grupo dos antibióticos destinam-se ao combate de bactérias e não de vírus. Sendo assim, eles não são úteis em infecções virais, só devendo ser administrados no caso de complicações e sob orientação médica.
PREVENÇÃO
Relacionam-se a seguir algumas medidas úteis para tal:
Evitar aglomerações e ambientes fechados mantendo, sempre que possível, boa circulação de ar no local;
Lavar freqüentemente as mãos;
Beber bastante líquido (água pura, suco de frutas ou chás), que ajudam a manter o corpo hidratado, eliminando as toxinas;
Adotar uma alimentação saudável e variada;
Dormir, pelo menos, oito horas por dia;
Não fumar e evitar a poluição;
Manter as narinas bem úmidas, pingando algumas gotas de soro fisiológico, uma vez que o seu ressecamento causa irritação da mucosa respiratória;
Usar somente lenços de papel, jogando-os fora, imediatamente;
Gargarejar com água morna e uma pitada de sal, para alívio da garganta;
Diminuir o stress, pois ele abate as defesas do organismo;
Vacinar-se, se possível, anualmente, contra a gripe, considerando o outono como a melhor época para tal.
É bom lembrar que a prevenção é sempre a melhor forma de controlar doenças.